Descrição
O tatu-canastra é o maior tatu vivo. As placas dérmicas, as orelhas curtas e as garras dianteiras desproporcionais servem à vida fossorial. Escava tocas profundas e alimenta-se sobretudo de formigas e cupins, percorrendo grandes áreas ao longo da noite.
Características físicas
Pode medir cerca de 1,5 m incluindo a cauda e pesar mais de 30 kg. As escamas do carapaça são grandes e pouco flexíveis em comparação com tatus menores. As garras anteriores são as maiores entre os tatus e permitem romper cupinzeiros duros. A visão é limitada; olfato e tato guiam a forrageio.
Habitat
Cerrados, florestas semidecíduas, bordas amazônicas e mosaicos pouco perturbados. Depende de solo escavável e de alta biomassa de insetos sociais. Tocas abandonadas são usadas por outros vertebrados.
Distribuição geográfica
América do Sul a leste dos Andes, da Venezuela à Argentina. No Brasil ocorre em vários biomas, com registros mais consistentes no Cerrado e na Amazônia meridional. Está ausente ou raro em áreas densamente urbanizadas do litoral.
Alimentação
Insetívoro especializado em formigas e cupins, com ingestão ocasional de outros invertebrados. Como o tamanduá-bandeira, não esgota um ninho: alimenta-se e segue adiante.
Comportamento
Noturno e solitário. Passa o dia em tocas. Quando ameaçado, enterra-se com rapidez. A densidade populacional é baixa, o que dificulta censos.
Reprodução
Em geral nasce um filhote por vez. Os dados de gestação e intervalo entre crias ainda são incompletos na natureza, o que recomenda cautela em modelos populacionais.
Longevidade
Há registros de mais de 10 a 15 anos em cativeiro; a longevidade selvagem é pouco medida.
Papel ecológico
Engenheiro de ecossistema: as tocas alteram o solo e oferecem abrigo a répteis, anfíbios e mamíferos menores. A escavação mistura horizontes do solo.
Estado de conservação
A UICN classifica a espécie como Vulnerável. A combinação de baixa densidade, caça e perda de habitat explica o status. Unidades de conservação de Cerrado são essenciais. Vulnerável; é o maior tatu do mundo e um dos xenartros mais exigentes em área contínua.
Principais ameaças
Caça, conversão agrícola, atropelamentos e queimadas que destroem tocas e base alimentar.
Curiosidades
É o único tatu do gênero Priodontes. As garras dianteiras já foram comparadas, em comprimento, a utensílios de escavação humana — uma analogia apenas ilustrativa do tamanho das unhas.
Fontes consultadas
- IUCN Red List — Priodontes maximus
- ICMBio — xenartros brasileiros
- IUCN SSC Anteater, Sloth and Armadillo Specialist Group
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