Ficha da espécie

Página individual com descrição, ecologia, conservação e fontes consultadas.

Prancha em estilo de caderno de campo de Tatu-bola: paisagem da Caatinga ao fundo e silhueta esquemática do grupo mamíferos

Mamíferos · Caatinga

Tatu-bola

Tolypeutes tricinctus

Alimentação
Insetívoro
Conservação (UICN)
VU — Vulnerável
Publicação
Última atualização

Descrição

O tatu-bola-da-caatinga é um dos dois tatus capazes de enrolar-se por completo em uma esfera blindada. Endêmico do Brasil, habita a Caatinga e trechos do Cerrado oriental. A carapaça de placas móveis fecha-se deixando poucas frestas para predadores.

Características físicas

É um tatu de porte médio, com cerca de 30 a 40 cm de corpo. A carapaça tem cintas móveis que permitem o enrolamento total. As orelhas são curtas e as patas têm garras para cavar, embora a espécie dependa menos de tocas profundas que o tatu-canastra.

Habitat

Caatinga arbórea e arbustiva, cerrados secos e áreas de solo arenoso. Usa tocas próprias ou de outros animais para abrigo térmico, importante em um bioma de grande amplitude térmica.

Distribuição geográfica

Endêmico do Brasil, com registros no Nordeste e no leste do Brasil Central, sobretudo na Caatinga e no Cerrado. A distribuição está fragmentada por desmatamento e caça.

Alimentação

Alimenta-se de formigas, cupins e outros invertebrados de solo. O forrageio é feito com olfato, revolvendo serapilheira e solo superficial.

Comportamento

Mais diurno que muitos tatus em algumas áreas, o que o torna visível a caçadores. Diante de ameaça, enrola-se em bola em vez de fugir em alta velocidade. Essa defesa funciona contra alguns predadores, mas não contra o ser humano.

Reprodução

Em geral nasce um filhote por vez. Os dados de campo sobre intervalo entre crias ainda são incompletos, o que reforça a cautela nas projeções.

Longevidade

Pode viver cerca de 10 a 15 anos em cativeiro; a longevidade selvagem é pouco documentada.

Papel ecológico

Revolve o solo em busca de insetos e participa da cadeia de predadores de invertebrados da Caatinga. Não substitui o papel de escavador profundo do tatu-canastra.

Estado de conservação

A UICN classifica a espécie como Vulnerável; avaliações brasileiras frequentemente a tratam como Em Perigo. Foi escolhida como mascote da Copa do Mundo de 2014, o que ampliou a visibilidade da espécie sem eliminar a caça. Em Perigo em avaliações nacionais, por declínio e por ser alvo de caça; a espécie é endêmica do Brasil.

Principais ameaças

Caça, conversão da Caatinga e do Cerrado, queimadas e captura para criação irregular.

Curiosidades

Além de T. tricinctus, apenas Tolypeutes matacus, do Chaco, enrola-se por completo. Os demais tatus não fecham a carapaça em esfera perfeita.

Fontes consultadas

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