Ficha da espécie

Página individual com descrição, ecologia, conservação e fontes consultadas.

Prancha em estilo de caderno de campo de Tamanduá-bandeira: paisagem da Cerrado ao fundo e silhueta esquemática do grupo mamíferos

Mamíferos · Cerrado

Tamanduá-bandeira

Myrmecophaga tridactyla

Alimentação
Insetívoro
Conservação (UICN)
VU — Vulnerável
Publicação
Última atualização

Descrição

O tamanduá-bandeira é o maior dos tamanduás vivos. A faixa preta cruzada de branco no peito, a cauda farta e o focinho cilíndrico definem a silhueta. Alimenta-se de formigas e cupins e ocorre em savanas e florestas abertas da América do Sul e da América Central.

Características físicas

O comprimento total, incluindo a cauda, pode ultrapassar 2 m. As garras anteriores são longas e curvas, usadas para abrir cupinzeiros; por isso o animal anda com o peso sobre os nós dos dedos. A língua, que pode exceder 40 cm, é coberta por saliva pegajosa. Não possui dentes.

Habitat

Cerrado, campos, bordas de mata, pantanais sazonais e florestas não muito fechadas. Precisa de formigueiros e cupinzeiros ativos e de áreas para descanso ao abrigo da vegetação. Tolera mosaicos agropecuários apenas quando há remanescentes.

Distribuição geográfica

Do sul da América Central ao norte da Argentina. No Brasil ocorre na Amazônia, Cerrado, Pantanal e em poucos remanescentes da Mata Atlântica. Em estados do Sudeste, populações históricas desapareceram.

Alimentação

Especialista em formigas e cupins. Abre um ninho, alimenta-se por poucos minutos e passa adiante, o que reduz o esgotamento de cada colônia. Pode visitar dezenas de ninhos em um dia.

Comportamento

Em geral solitário, com atividade diurna ou noturna conforme temperatura e pressão humana. A fêmea carrega o filhote no dorso, onde a pelagem do jovem se alinha à faixa da mãe. Quando ameaçado, ergue-se e usa as garras.

Reprodução

A gestação dura cerca de 170 a 190 dias. Nasce um filhote, que permanece com a mãe por vários meses. A taxa reprodutiva baixa agrava o impacto de mortes em estradas.

Longevidade

Pode viver cerca de 14 a 20 anos em condições conhecidas de cativeiro; na natureza a sobrevivência é menor e menos documentada.

Papel ecológico

Ao revolver ninhos, altera a estrutura de cupinzeiros e formigueiros e influencia a ciclagem local de insetos. É indicador de paisagens ainda ricas em insetos sociais.

Estado de conservação

A UICN classifica a espécie como Vulnerável por declínio inferido acima de 30%. Fichas do ICMBio registram extinções regionais no Sudeste. Corredores e redução de atropelamentos são medidas centrais. Vulnerável; já é dado como regionalmente extinto em alguns estados da Mata Atlântica.

Principais ameaças

Perda de habitat, atropelamentos, queimadas, caça e ataques de cães. Incêndios no Cerrado e no Pantanal matam animais lentos que não fogem em velocidade.

Curiosidades

O nome “bandeira” refere-se à cauda longa e peluda, que o animal pode enrolar ou usar como cobertura térmica. Sem dentes, depende inteiramente da língua e da saliva para recolher insetos.

Fontes consultadas

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