Ficha da espécie

Página individual com descrição, ecologia, conservação e fontes consultadas.

Prancha em estilo de caderno de campo de Ema: paisagem da Cerrado ao fundo e silhueta esquemática do grupo aves

Aves · Cerrado

Ema

Rhea americana

Grupo
Aves
Alimentação
Onívoro
Conservação (UICN)
NT — Quase ameaçada
Publicação
Última atualização

Descrição

A ema é a maior ave nativa do Brasil. Não voa, corre em campos abertos e vive em grupos. O macho assume o papel principal na incubação e no cuidado dos filhotes, um arranjo reprodutivo incomum entre as aves brasileiras de grande porte.

Características físicas

Pode ultrapassar 1,4 m de altura. O pescoço e as pernas são longos; as asas são amplas, mas usadas para equilíbrio e exibição, não para voo sustentado. Machos adultos tendem a ser mais escuros na base do pescoço na estação reprodutiva. Os pés têm três dedos.

Habitat

Campos, cerrados abertos, pampas e bordas de áreas úmidas. Evita florestas fechadas. Adapta-se a pastagens quando a perseguição e a coleta de ovos são baixas.

Distribuição geográfica

América do Sul extra-amazônica. No Brasil ocorre do Nordeste ao Sul, com maior associação a Cerrado e Pampa. Há subespécies descritas ao longo do continente.

Alimentação

Onívora. Come folhas, sementes, frutos, insetos e pequenos vertebrados. Ingere pedras que auxiliam a moer alimento na moela. Pode visitar lavouras, o que gera conflito pontual.

Comportamento

Gregária fora do pico reprodutivo. Corre em alta velocidade e nada quando necessário. O macho constrói um ninho raso no chão e reúne ovos de várias fêmeas.

Reprodução

Várias fêmeas depositam ovos no mesmo ninho. O macho incuba por cerca de 40 dias e guia os filhotes, que nascem precoces e acompanham o adulto em grupos chamados de “kolas”.

Longevidade

Pode viver mais de 20 anos em cativeiro; estimativas de campo são mais curtas e variáveis.

Papel ecológico

Consome frutos e dispersa sementes em campos. Ao se alimentar de invertebrados, participa do controle de insetos de solo. O ninho no chão torna a espécie sensível a queimadas e a cães.

Estado de conservação

A UICN avalia a ema como Quase Ameaçada por declínio em partes da distribuição. A coleta de ovos e a caça foram historicamente intensas. Ainda relativamente comum em algumas fazendas do Cerrado e do Pampa, mas em declínio onde a vegetação nativa e os ninhos no chão desaparecem.

Principais ameaças

Conversão de campos, queimadas, coleta de ovos, caça, atropelamentos e predação por cães domésticos.

Curiosidades

Um único macho pode incubar 20 ovos ou mais, provenientes de fêmeas diferentes. Os ovos são grandes, de casca amarelada, e já foram amplamente comercializados.

Fontes consultadas

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