Descrição
O quero-quero é um maçarico-de-esporão de campos abertos. Tem peito negro, espelho alar branco e um esporão ósseo na asa, usado em defesa. O nome reproduz o chamado. Embora ocorra em vários biomas, é inseparável da paisagem do Pampa e dos gramados do Sul.
Características físicas
Mede cerca de 35 cm. A cabeça é cinza, a garganta e o peito são negros, o ventre é branco e as pernas são longas e avermelhadas. Há uma crista fina e erétil. Machos e fêmeas são semelhantes; o esporão da asa é mais evidente em adultos.
Habitat
Campos, vazantes rasas, gramados, aeroportos e beiras de açude. Nidifica no chão, em raspagem rasa. Precisa de visibilidade para detectar predadores.
Distribuição geográfica
Ampla na América do Sul. No Brasil está presente em todos os biomas com áreas abertas. A ficha privilegia o Pampa, onde a espécie é constante o ano todo.
Alimentação
Insetívoro e onívoro de solo. Come insetos, minhocas e outros invertebrados; ocasionalmente pequenos vertebrados. Forrageia caminhando e bicando o chão.
Comportamento
Territorial na cria. Executa voos de ataque, fingimentos de asa quebrada e chamados contínuos quando alguém se aproxima do ninho. Fora da reprodução, forma bandos em campos úmidos.
Reprodução
Põe em geral três a quatro ovos camuflados. Os filhotes são nidífugos e correm logo após a eclosão. O sucesso cai com cães, gatos, roçadas e pisoteio de gado.
Longevidade
Pode viver mais de 10 anos; indivíduos de áreas urbanas tornam-se habituados a pessoas sem perder a defesa de ninho.
Papel ecológico
Controla invertebrados de gramado e alerta outras aves com o chamado. Em aeródromos, bandos exigem manejo ornitológico por risco de fauna.
Estado de conservação
Menos Preocupante. A espécie se beneficiou de paisagens abertas antrópicas. Isso não a torna isenta de sofrer com venenos de gramado e com destruição de ninhos. Ampla e comum em gramados e campos; o comportamento de defesa do ninho é o traço mais conhecido da espécie.
Principais ameaças
Roçadas na nidificação, cães, atropelamentos e envenenamento de solo.
Curiosidades
O esporão da asa é uma arma verdadeira, não apenas enfeite. O chamado “quero-quero” é um dos sons mais citados na literatura gauchesca e em crônicas urbanas do Sul.
Fontes consultadas
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