Descrição
A arara-azul-grande é o maior psitacídeo voador. A plumagem é azul-violeta uniforme, com anel ocular e cera amarelos. No Pantanal, depende de palmeiras para alimento e de árvores com cavidades para ninho. É distinta da arara-azul-de-lear, endêmica da Caatinga.
Características físicas
Pode ultrapassar 90 cm de comprimento. O bico negro é extremamente forte e processa cocos que poucos animais abrem. Não há diferença óbvia de cor entre os sexos. Jovens têm o amarelo facial menos intenso.
Habitat
Matas de galeria, capões, carandazais e pastagens com palmeiras no Pantanal; também cerrados e trechos amazônicos. Precisa de ocos em árvores maduras, frequentemente manduvis e similares.
Distribuição geográfica
Brasil, Bolívia e Paraguai, em três núcleos principais historicamente citados: Pantanal, Cerrado oriental/Gerais e Amazônia oriental. A espécie desapareceu de várias áreas por tráfico.
Alimentação
Especialista em frutos de palmeiras, especialmente acuri (Attalea phalerata) e bocaiúva (Acrocomia aculeata) no Pantanal. Também usa outras sementes. A oferta de cocos maduros define o uso do espaço.
Comportamento
Vive em casais ou bandos. Vocaliza em voo com gritos metálicos graves. É fiel a sítios de alimentação e a cavidades. Interage com outras araras em árvores frutíferas.
Reprodução
Nidifica em ocos. A postura é pequena, em geral um a dois ovos, e o cuidado é longo. A competição por cavidades e o saque de ninhos reduzem o recrutamento.
Longevidade
Pode viver mais de 30 a 50 anos. A longevidade alta não compensa, sozinha, a perda anual de filhotes para o tráfico.
Papel ecológico
Processa e dispersa sementes de palmeiras. A relação com gados que “limpam” acuris em fazendas pantaneiras é descrita na literatura: o gado come a polpa e deixa o coco, que a arara quebra.
Estado de conservação
Vulnerável na UICN. Projetos de caixas-ninho, proteção de ocos e combate ao tráfico sustentam a recuperação no Pantanal. O ICMBio e organizações locais monitoram ninhos. Vulnerável; o Pantanal concentra uma das populações mais conhecidas, associada a palmeiras de acuri e bocaiúva.
Principais ameaças
Tráfico, perda de árvores ocas, desmatamento de palmeirais e queimadas.
Curiosidades
É maior que a arara-azul-de-lear e tem distribuição muito mais ampla. As duas espécies não se cruzam na natureza porque seus biomas nucleares não se sobrepõem de forma contínua.
Fontes consultadas
- IUCN Red List — Anodorhynchus hyacinthinus
- ICMBio — PAN das araras azuis
- WikiAves — Anodorhynchus hyacinthinus
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